Brasil investe apenas 30% do potencial econômico da inteligência artificial
Um relatório da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) revela que o Brasil está longe de explorar todo o potencial econômico da inteligência artificial. Em 2023, o país investiu US$ 1,08 bilhão em IA — o que representa apenas 30% do que seria proporcional à sua economia. Segundo estimativas da Cepal, o ideal seria um aporte de cerca de US$ 3,46 bilhões.
Mesmo assim, o Brasil e o México lideram o impacto econômico da IA na região, com ganhos anuais estimados em US$ 5,3 bilhões cada. O estudo, financiado pela União Europeia, mostra que a América Latina responde por 6,3% do PIB global, mas investe apenas 1,56% do total mundial em inteligência artificial. O Chile surpreende e aparece logo atrás dos líderes, com investimentos proporcionais mais altos do que economias maiores como Argentina e Colômbia.
Além dos baixos investimentos, o relatório alerta que a falta de mão de obra qualificada é um gargalo: apenas 22% da população no Brasil e no México tem ensino superior, enquanto no Canadá esse índice é de 65%. Para a Cepal, sem políticas públicas de capacitação e incentivo ao uso de IA nas pequenas e médias empresas, a região corre o risco de ficar ainda mais para trás na transformação digital global.
